quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Plano de aula- Conto "Negrinha"


Introdução
Em 1920, Monteiro Lobato (1882-1948) publicava o conto Negrinha no livro do mesmo nome. Embora distante três décadas da proclamação da República e da extinção da escravidão, o Brasil ainda vivia efeitos da transição da Monarquia para a República e do trabalho escravo para o trabalho livre.
O país, que até então tinha sua estrutura social baseada no meio rural e a estrutura econômica dependente da mão de obra escrava, passava por inúmeras transformações. A indústria começava a se desenvolver e o processo de urbanização avançava. O Brasil modernizava-se, mas o preconceito racial contra aqueles que tinham a pele negra ou parda, antigos escravos e seus descendentes, permanecia o mesmo.
Sensível observador, Lobato denunciou, em momentos de suas obras, a desigualdade entre brancos e negros, herança do escravismo. O conto Negrinha é um desses momentos. Com personagens que representam a população brasileira das décadas iniciais do século XX, Lobato expõe a mentalidade escravocrata que ainda persiste tempos depois da abolição.
Objetivos 
- Saber quem foi Monteiro Lobato: época, obra e importância para a literatura brasileira. 
- Ler e compreender o conto Negrinha, de Monteiro Lobato. 
- Perceber e discutir a representação do negro no conto. 
- Desenvolver comportamentos leitores.
Conteúdos 
- Biografia de Monteiro Lobato 
- Leitura análise de Negrinha, de Monteiro Lobato
Anos 
8º e 9º anos.
Tempo estimado 
1 mês
Material necessário 
Cópias do conto Negrinha, de Monteiro Lobato, Ed. Globo.
Desenvolvimento
1ª etapa: Pesquisa prévia sobre Monteiro Lobato e o contexto histórico do início do século XX
Prepare-se cuidadosamente. Seu entusiasmo será decisivo para o envolvimento dos alunos. Leve imagens de Monteiro Lobato e de cenas do cotidiano de meados do século XIX e inícios do XX. Os quadros de Debret - Jean Baptiste Debret (1768-1848), pintor francês que da Missão Artística Francesa que esteve no Brasil em 1816. Retratou tipos humanos, costumes e paisagens brasileiras. De volta à França, entre 1843 e 1839, editou o livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, ilustrado com litogravuras.
Suas pinturas são de fácil acesso na internet e excelentes para ilustrar os costumes da época colonial. Os livros de História do Brasil também serão boas fontes de pesquisa. Peça a cooperação dos professores de História e Arte. Convide-os para conversar com a classe sobre o Brasil do final do século XIX e inícios do XX. Para criar um ambiente inspirador, organize um painel com as imagens. Fale brevemente sobre Lobato, não sem antes perguntar o que a classe sabe sobre ele. Comente a importância que tem na nossa literatura. Indague os alunos sobre que obras desse autor eles já leram ou ouviram falar. Apresente o livro em que está o conto. Justifique a escolha do texto: Negrinha, pelo viés da literatura, apresenta um quadro do tratamento que se dava ao negro nos inícios do século XX.
Ainda nessa aula, divida a classe em quatro grupos que deverão fazer uma busca dos dados biográficos, época, obras e importância de Lobato para a literatura brasileira. Cada grupo ficará responsável por pesquisar cada um desses itens referentes ao escritor. Em data marcada, cada grupo apresenta para a classe as informações coletadas. Peça que confeccionem cartazes para orientar a apresentação. Mantenha todo o material exposto pela sala de aula até a conclusão das atividades com o conto.
É importante que observem o contexto histórico e imaginem como era a sociedade brasileira nos inícios do século XX. Indague que fatos marcaram esse período no Brasil. As atividades anteriores à leitura do texto são importantes para a ativação dos conhecimentos prévios necessários para a compreensão do conto.
2ª etapa: Leitura do conto Negrinha 
Realize a leitura compartilhada do conto com a classe. Explicite o objetivo da leitura: perceber o tratamento dado ao negro na época em que se desenvolve a narrativa. Durante a leitura, proponha questões que auxiliem a compreensão do texto. Mostre que a época não é exatamente citada, mas que é possível inferir por elementos do texto: Nascera na senzala, de mãe escrava.
À medida que for lendo, faça pausas para discutir dúvidas, auxiliando a construção dos sentidos do texto pelos alunos. Favoreça um ambiente leitor em que os jovens dialoguem o mais livre possível com o texto.
Peça que, em duplas, metade da classe faça um levantamento das palavras e expressões que caracterizam a Negrinha, desde a ausência de nome próprio até idade, origem, aspecto físico, olhos, as marcas do corpo, temperamento, onde vivia, com quem vivia etc. A outra metade faz o mesmo com a personagem dona Inácia. As descrições das personagens são carregadas de emoção. Sua compreensão ajuda o leitor a continuar a construir sentidos para o texto. O conto também é repleto de ironias - ironia é uma figura de linguagem que ocorre quando se diz alguma coisa, querendo-se dizer exatamente o contrário. Ajude a turma a percebê-las. Por exemplo:
Que ideia faria de si essa criança que nunca ouvira uma palavra de carinho? Pestinha, diabo, coruja, barata descascada, [...] - não tinha conta o número de apelidos com que a mimoseavam.
Explique aos alunos que o emprego de "mimoseavam" é ironia porque atribuir nomes depreciativos a uma pessoa não é uma forma de mimoseá-la, isto é, agradá-la. É exatamente o contrário. Será também importante discutir os conceitos presentes no texto, como: crueldade, cinismo, hipocrisia, piedade, gratidão. Oriente para que percebam as passagens em que tais conceitos são evidenciados.
Avance na reflexão. Os tipos de castigos físicos aplicados na menina negra parecem ser herança do escravismo. Chame a atenção para a descrição detalhada deles. Selecione no painel imagens em que apareçam escravos sendo castigados. Diga para a classe que observe se há semelhança com os castigos sofridos pela Negrinha. Peça que evidenciem o tratamento desigual dispensado à menina negra e às meninas louras, sobrinhas de dona Inácia. Auxilie na reflexão sobre os contornos que o texto vai adquirindo: que trechos mostram o que o narrador pensa da importância do brincar para uma criança? O que aconteceu com a menina negra depois que brincou com a boneca de louça? Por qual transformação ela passou?
Explore a frase: Brincara!... Construída apenas com uma palavra, a frase é carregada de significação. Peça a comparação entre: Brincou!... e Brincava!... No uso de pretéritos diferentes, que mudanças de sentido aconteceriam ao texto? Comente também o uso da pontuação expressiva da exclamação e das reticências. Que efeito de sentido provoca no texto? O desfecho com a morte da menina negra, depois de ter experimentado pela primeira vez o sentimento da alegria, sugere a seguinte reflexão: aqueles que sofreram maus tratos não têm salvação? Está determinado que serão infelizes para sempre? Favoreça um espaço democrático de discussão, em que os alunos dialoguem livremente com as ideias do texto. Não há resposta certa. O importante é o debate, a circulação de pontos de vista.
Desdobramentos
Proponha atividades que ajudem os alunos a aprofundar sua compreensão da obra. Sugestões de atividades:
- elaboração, em duplas, de uma narrativa, recontando a história da Negrinha, em primeira pessoa, sob o ponto de vista da menina, uma criança de sete anos;
- comparação entre Negrinha e os contos de Machado de Assis: O Caso da Vara  e Pai Contra Mãe. O primeiro apresenta muitas semelhanças com Negrinha: as personagens principais são mulheres viúvas, bordadeiras, que vivem rodeadas de "crias". São autoritárias e capazes de atos cruéis contra crianças. Em ambos também fazem parte do enredo personagens meninas, Lucrecia e Negrinha, respectivamente. A descrição delas é semelhante:
Damião olhou para a pequena: (Lucrecia) era uma negrinha, magricela, um frangalho de nada, com uma cicatriz na testa e uma queimadura na mão esquerda. Contava onze anos.

Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. [...] Assim cresceu Negrinha - magra, atrofiada [...] O corpo de Negrinha era tatuado de sinais, cicatrizes, vergões. 

O conto Pai Contra Mãe ambienta-se no Rio de Janeiro do século XIX, antes da abolição da escravatura. Narrado em 3ª pessoa, é um dos contos em que o autor apresenta a escravidão da maneira mais impressionante e brutal.
- comparação entre o tratamento dado à criança no conto Negrinha e os princípios 3º e 7º da Declaração dos Direitos da Criança e o Adolescente: 7º Princípio - [...] A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação [...] 3º Princípio - Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade. Estatuto da Criança e do Adolescente: Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990 http://www.planalto.gov.br 
- Debate sobre a frase do conto Negrinha: Varia a pele, a condição, mas a alma da criança é a mesma - na princesinha e na mendiga.
- o conto pode ser um ponto de partida para a discussão do bullying, dentro e fora da escola. 

Avaliação
Proponha a elaboração, em duplas, de uma síntese da discussão provocada pela leitura e análise do conto Negrinha. Peça, ainda, que cada aluno escolha um trecho do conto de que tenha gostado, que o copie caprichosamente numa tira de papel. Embaixo da cópia, escreva uma justificativa para a escolha. Depois, cada aluno lê para os colegas o trecho escolhido e os motivos da escolha. Em seguida, afixa a tira no mural. Ali estará uma síntese das impressões da classe diante do texto. Com essas atividades você poderá avaliar se os objetivos propostos para o trabalho - isto é, perceber e discutir a representação do negro no conto - foram alcançados.
Quer saber mais?
BIBLIOGRAFIA 
Negrinha, em Os cem melhores contos brasileiros do século, Ed. Objetiva 
O caso da vara, em A cartomante e outros contos, Machado de Assis, Ed. Moderna
Pai contra mãe, em A cartomante e outros contos, Machado de Assis, Ed. Moderna

plano de aula- conto "Negrinha"


Introdução
Em 1920, Monteiro Lobato (1882-1948) publicava o conto Negrinha no livro do mesmo nome. Embora distante três décadas da proclamação da República e da extinção da escravidão, o Brasil ainda vivia efeitos da transição da Monarquia para a República e do trabalho escravo para o trabalho livre.
O país, que até então tinha sua estrutura social baseada no meio rural e a estrutura econômica dependente da mão de obra escrava, passava por inúmeras transformações. A indústria começava a se desenvolver e o processo de urbanização avançava. O Brasil modernizava-se, mas o preconceito racial contra aqueles que tinham a pele negra ou parda, antigos escravos e seus descendentes, permanecia o mesmo.
Sensível observador, Lobato denunciou, em momentos de suas obras, a desigualdade entre brancos e negros, herança do escravismo. O conto Negrinha é um desses momentos. Com personagens que representam a população brasileira das décadas iniciais do século XX, Lobato expõe a mentalidade escravocrata que ainda persiste tempos depois da abolição.
Objetivos 
- Saber quem foi Monteiro Lobato: época, obra e importância para a literatura brasileira. 
- Ler e compreender o conto Negrinha, de Monteiro Lobato. 
- Perceber e discutir a representação do negro no conto. 
- Desenvolver comportamentos leitores.
Conteúdos 
- Biografia de Monteiro Lobato 
- Leitura análise de Negrinha, de Monteiro Lobato
Anos 
8º e 9º anos.
Tempo estimado 
1 mês
Material necessário 
Cópias do conto Negrinha, de Monteiro Lobato, Ed. Globo.
Desenvolvimento
1ª etapa: Pesquisa prévia sobre Monteiro Lobato e o contexto histórico do início do século XX
Prepare-se cuidadosamente. Seu entusiasmo será decisivo para o envolvimento dos alunos. Leve imagens de Monteiro Lobato e de cenas do cotidiano de meados do século XIX e inícios do XX. Os quadros de Debret - Jean Baptiste Debret (1768-1848), pintor francês que da Missão Artística Francesa que esteve no Brasil em 1816. Retratou tipos humanos, costumes e paisagens brasileiras. De volta à França, entre 1843 e 1839, editou o livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, ilustrado com litogravuras.
Suas pinturas são de fácil acesso na internet e excelentes para ilustrar os costumes da época colonial. Os livros de História do Brasil também serão boas fontes de pesquisa. Peça a cooperação dos professores de História e Arte. Convide-os para conversar com a classe sobre o Brasil do final do século XIX e inícios do XX. Para criar um ambiente inspirador, organize um painel com as imagens. Fale brevemente sobre Lobato, não sem antes perguntar o que a classe sabe sobre ele. Comente a importância que tem na nossa literatura. Indague os alunos sobre que obras desse autor eles já leram ou ouviram falar. Apresente o livro em que está o conto. Justifique a escolha do texto: Negrinha, pelo viés da literatura, apresenta um quadro do tratamento que se dava ao negro nos inícios do século XX.
Ainda nessa aula, divida a classe em quatro grupos que deverão fazer uma busca dos dados biográficos, época, obras e importância de Lobato para a literatura brasileira. Cada grupo ficará responsável por pesquisar cada um desses itens referentes ao escritor. Em data marcada, cada grupo apresenta para a classe as informações coletadas. Peça que confeccionem cartazes para orientar a apresentação. Mantenha todo o material exposto pela sala de aula até a conclusão das atividades com o conto.
É importante que observem o contexto histórico e imaginem como era a sociedade brasileira nos inícios do século XX. Indague que fatos marcaram esse período no Brasil. As atividades anteriores à leitura do texto são importantes para a ativação dos conhecimentos prévios necessários para a compreensão do conto.
2ª etapa: Leitura do conto Negrinha 
Realize a leitura compartilhada do conto com a classe. Explicite o objetivo da leitura: perceber o tratamento dado ao negro na época em que se desenvolve a narrativa. Durante a leitura, proponha questões que auxiliem a compreensão do texto. Mostre que a época não é exatamente citada, mas que é possível inferir por elementos do texto: Nascera na senzala, de mãe escrava.
À medida que for lendo, faça pausas para discutir dúvidas, auxiliando a construção dos sentidos do texto pelos alunos. Favoreça um ambiente leitor em que os jovens dialoguem o mais livre possível com o texto.
Peça que, em duplas, metade da classe faça um levantamento das palavras e expressões que caracterizam a Negrinha, desde a ausência de nome próprio até idade, origem, aspecto físico, olhos, as marcas do corpo, temperamento, onde vivia, com quem vivia etc. A outra metade faz o mesmo com a personagem dona Inácia. As descrições das personagens são carregadas de emoção. Sua compreensão ajuda o leitor a continuar a construir sentidos para o texto. O conto também é repleto de ironias - ironia é uma figura de linguagem que ocorre quando se diz alguma coisa, querendo-se dizer exatamente o contrário. Ajude a turma a percebê-las. Por exemplo:
Que ideia faria de si essa criança que nunca ouvira uma palavra de carinho? Pestinha, diabo, coruja, barata descascada, [...] - não tinha conta o número de apelidos com que a mimoseavam.
Explique aos alunos que o emprego de "mimoseavam" é ironia porque atribuir nomes depreciativos a uma pessoa não é uma forma de mimoseá-la, isto é, agradá-la. É exatamente o contrário. Será também importante discutir os conceitos presentes no texto, como: crueldade, cinismo, hipocrisia, piedade, gratidão. Oriente para que percebam as passagens em que tais conceitos são evidenciados.
Avance na reflexão. Os tipos de castigos físicos aplicados na menina negra parecem ser herança do escravismo. Chame a atenção para a descrição detalhada deles. Selecione no painel imagens em que apareçam escravos sendo castigados. Diga para a classe que observe se há semelhança com os castigos sofridos pela Negrinha. Peça que evidenciem o tratamento desigual dispensado à menina negra e às meninas louras, sobrinhas de dona Inácia. Auxilie na reflexão sobre os contornos que o texto vai adquirindo: que trechos mostram o que o narrador pensa da importância do brincar para uma criança? O que aconteceu com a menina negra depois que brincou com a boneca de louça? Por qual transformação ela passou?
Explore a frase: Brincara!... Construída apenas com uma palavra, a frase é carregada de significação. Peça a comparação entre: Brincou!... e Brincava!... No uso de pretéritos diferentes, que mudanças de sentido aconteceriam ao texto? Comente também o uso da pontuação expressiva da exclamação e das reticências. Que efeito de sentido provoca no texto? O desfecho com a morte da menina negra, depois de ter experimentado pela primeira vez o sentimento da alegria, sugere a seguinte reflexão: aqueles que sofreram maus tratos não têm salvação? Está determinado que serão infelizes para sempre? Favoreça um espaço democrático de discussão, em que os alunos dialoguem livremente com as ideias do texto. Não há resposta certa. O importante é o debate, a circulação de pontos de vista.
Desdobramentos
Proponha atividades que ajudem os alunos a aprofundar sua compreensão da obra. Sugestões de atividades:
- elaboração, em duplas, de uma narrativa, recontando a história da Negrinha, em primeira pessoa, sob o ponto de vista da menina, uma criança de sete anos;
- comparação entre Negrinha e os contos de Machado de Assis: O Caso da Vara  e Pai Contra Mãe. O primeiro apresenta muitas semelhanças com Negrinha: as personagens principais são mulheres viúvas, bordadeiras, que vivem rodeadas de "crias". São autoritárias e capazes de atos cruéis contra crianças. Em ambos também fazem parte do enredo personagens meninas, Lucrecia e Negrinha, respectivamente. A descrição delas é semelhante:
Damião olhou para a pequena: (Lucrecia) era uma negrinha, magricela, um frangalho de nada, com uma cicatriz na testa e uma queimadura na mão esquerda. Contava onze anos.

Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. [...] Assim cresceu Negrinha - magra, atrofiada [...] O corpo de Negrinha era tatuado de sinais, cicatrizes, vergões. 

O conto Pai Contra Mãe ambienta-se no Rio de Janeiro do século XIX, antes da abolição da escravatura. Narrado em 3ª pessoa, é um dos contos em que o autor apresenta a escravidão da maneira mais impressionante e brutal.
- comparação entre o tratamento dado à criança no conto Negrinha e os princípios 3º e 7º da Declaração dos Direitos da Criança e o Adolescente: 7º Princípio - [...] A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação [...] 3º Princípio - Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade. Estatuto da Criança e do Adolescente: Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990 http://www.planalto.gov.br 
- Debate sobre a frase do conto Negrinha: Varia a pele, a condição, mas a alma da criança é a mesma - na princesinha e na mendiga.
- o conto pode ser um ponto de partida para a discussão do bullying, dentro e fora da escola. 

Avaliação
Proponha a elaboração, em duplas, de uma síntese da discussão provocada pela leitura e análise do conto Negrinha. Peça, ainda, que cada aluno escolha um trecho do conto de que tenha gostado, que o copie caprichosamente numa tira de papel. Embaixo da cópia, escreva uma justificativa para a escolha. Depois, cada aluno lê para os colegas o trecho escolhido e os motivos da escolha. Em seguida, afixa a tira no mural. Ali estará uma síntese das impressões da classe diante do texto. Com essas atividades você poderá avaliar se os objetivos propostos para o trabalho - isto é, perceber e discutir a representação do negro no conto - foram alcançados.
Quer saber mais?
BIBLIOGRAFIA 
Negrinha, em Os cem melhores contos brasileiros do século, Ed. Objetiva 
O caso da vara, em A cartomante e outros contos, Machado de Assis, Ed. Moderna
Pai contra mãe, em A cartomante e outros contos, Machado de Assis, Ed. Moderna

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Aula de hipocrisia com salário dos professores

O Globo acaba de revelar, numa bela matéria de hoje, que temos um déficit de 300 000 professores nas escolas públicas para 2012. Supondo que nossas classes sejam formadas por 30 estudantes, é só fazer as contas para concluir que teremos milhões de alunos prejudicados em seus estudos no ano que vem. Não terão a materia devida ou vão recebê-la de mestres pouco preparados.
A razão? Salário. Os vencimentos desses professores estão abaixo da renda média do brasileiro. É isso aí.
O cara vai para a faculdade, forma-se, resolve fazer uma atividade que todo mundo enche a boca para dizer que é MUITO IMPORTANTE mas na hora de pegar o contracheque não consegue ficar nem na média da população. A renda média do brasileiro, em agosto, era de R$ 1470 mensais. Já o salário de professores, em média, não chega a R$ 1300. É essa a prioridade — com o bolso dos outros. É humilhante para quem leciona e para quem assiste aula. Eu poderia listar uma série de atividades que oferecem uma remuneração maior. Você também. Mas não vou fazer isso porque acho desrespeitoso. É uma forma de desvalorizar o trabalho alheio.
Mas está na cara que nossos professores ganham pouco. Quem discordar só precisa candidatar-se às 300 000 vagas existentes.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

USO DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO

CURSO DE GESTÃO ESCOLAR 2011
Observa-se que grandes são  os desafios encontrados na área da Educação, principalmente em se tratando da tecnologia. Em algumas regiões brasileiras ainda há dificuldades em adquirir materiais para que o profissional e mesmo o aluno possam usufruir da maravilha que é viajar  no tempo e espaço, adquirindo conhecimentos que antes era prioridade para alguns.
Pode-se perceber que o uso da tecnologia vem auxiliando e dando oportunidades a muitos brasileiros, mesmo sendo através do rádio, e logo após a demanda do Instituto Brasileiro, este, influenciou a vida de muitos brasileiros, principalmente na parte técnica, visto que muitos destes brasileiros não tinham acesso á educação, devido às dificuldades financeiras e até mesmo devido a distância e o deslocamento daqueles que almejavam  uma universidade ou uma escola técnica. Hoje as pessoas não vivem sem a tecnologia, sendo elas favoráveis a saúde, educação, podem até não ter um contato direto, mas de alguma forma recebe benefícios produzidos por ela.
Em se tratando da Educação, vimos através dos documentos e vídeos que a tecnologia veio ajudar aqueles que são menos favorecidos. Dando, talvez, a única chance do indivíduo obter um currículo tão almejado. Para tanto temos que nos preocupar em formar cidadãos críticos, mas também se deve formar um acadêmico para prestar serviços na área tecnológica, visto que  algumas pesquisas informam que há uma carência de profissionais nestas áreas.
Muitas dificuldades encontram-se nos estabelecimentos de ensino quando se trata de tecnologia, às vezes há material, mas não há suporte para  a manutenção do mesmo. Algumas escolas não têm espaço físico adequado para implantar um laboratório de informática, outras não têm pessoas para dar manutenção, sendo que algumas escolas não têm condições de adquirir pilhas para os controles da TV multimídia, por exemplo.
No entanto, a preocupação maior é quando o professor não faz uso das tecnologias; não o faz porque não tem interesse, ou o mesmo alega estar próxima a sua aposentadoria, ou porque apresenta dificuldades para usufruir dos meios tecnológicos, limitando assim, o ensino aprendizagem dos alunos, contribuindo para  o fracasso escolar como  a evasão e a repetência. O vídeo: “Tecnologia e formação de professores”, segundo a professora Andrea Cecília Ramal  aponta que o professor tem que mudar sua forma de pensar, ele não pode ensinar da mesma forma que ensinava a duas ou três décadas atrás. Em tudo há evolução, mas ainda assim, encontram-se profissionais resistentes à tecnologia, acreditando que o conhecimento acontece somente com quadro e giz. Aí talvez esteja a explicação pelo desinteresse daquele aluno “bagunceiro”.
Cabe ao gestor buscar informações e subsidiar os professores quanto as dúvidas de como utilizar determinado material, informá-los dos cursos que são oferecidos gratuitamente, em se tratando do Paraná, temos o auxílio do CRTE, que está disponível para assessorar as escolas e os professores durante a hora-atividade. O incentivo também é válido quando o gestor elogia, divulga determinado trabalho dos professores, pois quem não gosta de receber elogios.
Para que possa-se desenvolver um bom trabalho necessita de uma participação ativa e colaborativa de todos os envolvidos na escola, mesmo para fazer uso dos recursos tecnológicos da educação, aqui não se trata somente do professor,mas também da equipe de agentes I e II , pois hoje temos o Plano de Carreira para esses profissionais. O conhecimento por eles adquiridos é através da tecnologia de informação e comunicação, o TIC,  o mesmo amplia os horizontes e também a questão salarial.
Mas para que isso se torne realidade, o gestor necessita buscar informações e fazer uso das mesmas, sendo exemplo para os demais a sua volta. Alguns anos atrás o acesso à informação era restrito, no momento, existem variadas formas de se buscar o conhecimento, o indivíduo  só precisa ser orientado de que forma pode ser feito.
Como sabe-se que há inúmeras dificuldades para o gestor administrar, uma delas é a questão financeira, tem-se um laboratório de informática, mas não tem papel e nem tinta para a impressão das atividades, ou não tem uma pessoa responsável para dar atendimento aos alunos quando querem fazer uso do ambiente. Cabe aí o diretor buscar soluções junto ao professores e a própria SEED, pois,  para esses desafios  que o gestor é posto para gerir um determinado ambiente escolar, mas o desafio maior é fazer com que o professor perceba e sinta a necessidade dos recursos tecnológicos. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Coleção Itaú de livros infantis

Professores o Banco Itaú está com um programa de leitura, você entra no site do Itaú e preenche o cadastro. No prazo de duas semanas você recebe a coleção de livros. Para este ano são três: Adivinha quanto eu te amo de  Sam McBratney, Chapeuzinho amarelo de Chico Buarque e A Festa no céu de Angela Lago.
Aproveite a oportunidade, pois são doações, não precisamos pagar nada e nem necessita ser cliente.
O endereço é: www.itau.com.br/itaucriança .

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

DESTAQUE

Os alunos da oitava série, nono ano,do Colégio Estadual Gregório Teixeira, participaram do Projeto de Leitura: Minha Escola lê do escritor  Laé de Souza. Foram classificados três textos, tipologia crônicas.
Os alunos escolhidos foram: Pamela, Eduardo e Thaís, os mesmos receberam como prêmio de participação um certificado e um livro de crônicas:" Acredite se quiser".
Como professora responsável pelo desenvolvimento do projeto, fico feliz, não só pelo fato de serem recompensados, mas pela iniciativa dos alunos em participar, adquirindo o saber, algo que ninguém rouba.


Quem tiver interesse acesse o site do escritor e inscreva sua escola, os materiais, livros, atividades são enviados para escola sem nenhum custo.
Ajude a ploriferar o gosto pela leitura,
Professora Lucileia Camargo
conto com você!